top of page

SOBRE A CPAM

BG.jpg

Escopo

Entre os dias 19 e 23 de agosto de 2024, a 1ª edição da Conferência Pan-Americana de Meteorologia (CPAM 2024), realizada no Centro de Difusão Internacional da USP, em São Paulo, consolidou-se como um dos principais fóruns científicos do continente para o debate sobre “Mudanças Climáticas: Passado, Presente e Futuro”. O evento reuniu mais de 1.100 participantes de 14 países, com forte presença de estudantes e ampla representatividade da comunidade meteorológica, promovendo um ambiente plural, interdisciplinar e internacional.

A programação foi estruturada em 17 Sessões Temáticas e 17 Mesas Redondas, nas quais foram discutidos desde os processos naturais que influenciam a variabilidade climática até os impactos das atividades humanas sobre os sistemas atmosféricos. Temas como eventos extremos — ondas de calor e frio, chuvas intensas, secas e incêndios — ganharam destaque, evidenciando o aumento da frequência e intensidade desses fenômenos e seus efeitos diretos sobre a sociedade, incluindo riscos à segurança hídrica, alimentar, energética e à saúde pública.

O evento também trouxe à tona a realidade brasileira, marcada por episódios recentes de desastres climáticos em diferentes regiões do país, reforçando a urgência de ampliar o entendimento científico e a capacidade de resposta frente a essas ocorrências. Nesse sentido, a CPAM funcionou como um espaço estratégico para a troca de conhecimentos, integração entre países da América Latina e articulação entre ciência e políticas públicas.

Com a apresentação de 667 trabalhos científicos e a participação de pesquisadores de destaque internacional, a conferência destacou-se ainda por incentivar a formação de novos profissionais, proporcionando aos estudantes uma rara oportunidade de imersão em um ambiente de alto nível científico. Assim, a CPAM 2024 não apenas refletiu o estado atual do conhecimento sobre mudanças climáticas, mas também estabeleceu bases sólidas para futuras edições e iniciativas, reforçando seu papel como catalisadora de debates, parcerias e soluções diante dos desafios climáticos contemporâneos.

Além das discussões acadêmicas, a CPAM 2024 trouxe avanços importantes no debate sobre a organização do sistema meteorológico nacional, incluindo a necessidade de integração entre centros de pesquisa, melhoria na coleta e compartilhamento de dados e fortalecimento de políticas como a Política Nacional de Meteorologia. Também foram abordados temas transversais de grande relevância, como o papel da COP30 no Brasil, a participação das mulheres nas ciências climáticas e os desafios no ensino de Meteorologia nas Américas.

bg2.jpg

CPAM 2027: tema, objetivos e relevância

Dando continuidade às discussões iniciadas na primeira edição, propomos a realização da 2ª edição da Conferência Pan-Americana de Meteorologia (CPAM 2027), entre os dias 17 e 21  de maio de 2027, com o tema “Integrando a Meteorologia: Redes de Cooperação Operacional e de Pesquisa”. 

A CPAM 2027 terá como objetivo fortalecer a articulação entre instituições nacionais e internacionais que estruturam, produzem e aplicam o conhecimento meteorológico no Brasil e nas Américas. A construção de redes sólidas passa, necessariamente, pela articulação entre órgãos operacionais, centros de pesquisa, universidades, organismos internacionais e o setor privado.

No âmbito operacional, instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) desempenham papel fundamental no monitoramento e na previsão do tempo em escala nacional, fornecendo dados essenciais para diversos setores da sociedade. Ao lado dele, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) atua diretamente na prevenção de desastres, integrando informações meteorológicas, hidrológicas e geotécnicas para emissão de alertas. Outro ator-chave é o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), referência em modelagem numérica e previsão climática, contribuindo também com pesquisa de ponta e desenvolvimento tecnológico.


Nesse ecossistema, as Forças Armadas desempenham um papel essencial. A Marinha do Brasil, por meio de seus centros hidrográficos e serviços meteorológicos marinhos, é responsável por monitorar as condições oceânicas e atmosféricas, fundamentais para a segurança da navegação e para a compreensão de fenômenos costeiros e oceânicos. Já a Força Aérea Brasileira, através de sua estrutura de meteorologia aeronáutica, fornece suporte crítico às operações aéreas, com previsões especializadas e observações em tempo real que também contribuem para a rede nacional de dados meteorológicos.

No campo da pesquisa e formação, institutos federais e universidades públicas têm papel central na produção de conhecimento e na formação de recursos humanos altamente qualificados. Estas instituições mantêm cursos e grupos de pesquisa consolidados em Meteorologia e Ciências Atmosféricas, sendo fundamentais para o avanço científico, desenvolvimento de novas metodologias e inovação tecnológica.

Além disso, órgãos estaduais e regionais, como centros de meteorologia e defesa civil, complementam essa rede ao atuar de forma mais localizada, conectando o conhecimento científico às necessidades específicas de cada região. A integração com agências como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico também é crucial, especialmente no contexto da gestão de recursos hídricos e eventos extremos.

O setor privado e empresas de tecnologia vêm ganhando espaço crescente, oferecendo soluções inovadoras em monitoramento, sensoriamento remoto, big data e inteligência artificial aplicada à meteorologia. Sua participação amplia a capacidade de resposta e a eficiência dos sistemas de previsão e alerta.

Dessa forma, a CPAM 2027 propõe-se a ser um ponto de convergência entre essas diversas instituições, promovendo a integração entre monitoramento operacional, pesquisa científica e inovação tecnológica. Ao fortalecer essas redes de cooperação, o evento busca impulsionar soluções mais eficazes e integradas, capazes de enfrentar os desafios climáticos contemporâneos e ampliar o impacto positivo da meteorologia na sociedade.

bg8.jpg

Formato do evento e novidades

Neste ano, assim como na primeira edição, o evento parte da iniciativa de reunir os coordenadores dos programas de ensino superior em Ciências Atmosféricas do Brasil (nos seus vários níveis: graduação, mestrado e doutorado), além de coordenadores de curso técnico de meteorologia, para apoiar este evento  de meteorologia em nível pan-americano. Com isso, a comunidade de meteorologia do Brasil, juntamente com a Associação Catarinense de Meteorologia (ACMet)  propõe a realização conjunta da terceira edição do Simpósio em Clima, Água, Energia e Alimentos (III SIMCLEA), mas também a 2ª edição da Conferência Pan-Americana de Meteorologia (CPAM 2027).

Assim como na primeira edição, este evento contará com encontros multidisciplinares e os temas serão abordados por meio de palestras e mesas-redondas formadas por especialistas de diversas instituições nacionais e internacionais e palestrantes de reconhecido prestígio internacional. A comunidade científica participará por meio de apresentação de painéis, como também por meio de sessões plenárias após a apresentação dos membros das mesas-redondas e das palestras individuais. Também serão realizados três minicursos de temas selecionados,  ações de educação e divulgação científica, redução do valor da taxa de inscrição para estudantes carentes e/ou com necessidades especiais, debates sobre curricularização do ensino e um encontro de estudantes de meteorologia.​

A CPAM 2027 será realizada em um contexto de crescente preocupação com os eventos climáticos extremos e seus impactos sobre diferentes setores estratégicos da sociedade. Como exemplo, o evento abordará episódios mais recentes de El Niño de intensidade muito forte, destacando especialmente os eventos de 1982/1983, 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024, reconhecidos internacionalmente pelos severos impactos provocados em escala global e regional. No Brasil, esses fenômenos estiveram associados a secas prolongadas, enchentes, alterações significativas nos regimes de precipitação, prejuízos à agricultura, comprometimento da geração hidrelétrica e impactos socioeconômicos relevantes. Este ano temos a previsão de um novo episódio de El Niño de forte intensidade e a discussão desses episódios permitirá contextualizar os desafios atuais relacionados à variabilidade climática e à necessidade de fortalecimento das capacidades de monitoramento, previsão e adaptação.

Como parte da programação técnica, a CPAM 2027 incluirá uma mesa redonda dedicada ao tema da segurança hídrica no Brasil, promovendo o debate integrado entre especialistas, gestores públicos, representantes do setor energético e do agronegócio. A proposta é discutir os impactos da variabilidade climática e dos eventos extremos sobre a disponibilidade hídrica, os reservatórios estratégicos, a geração de energia e a produtividade agrícola, além de apresentar estratégias de mitigação, adaptação e planejamento sustentável. O espaço buscará fortalecer o diálogo interinstitucional e estimular soluções voltadas à resiliência climática dos setores essenciais ao desenvolvimento nacional.

O evento também contará com um espaço voltado à inovação e às novas tecnologias aplicadas à meteorologia, ao clima e ao monitoramento ambiental. Concebido como uma vitrine tecnológica, esse espaço permitirá que instituições de pesquisa, empresas e centros operacionais apresentem ferramentas, plataformas, sistemas de previsão, soluções de inteligência artificial, sensoriamento remoto, instrumentação meteorológica e tecnologias voltadas à gestão de riscos e ao suporte à tomada de decisão. A iniciativa busca aproximar a comunidade científica, o setor produtivo, os centros operacionais e os usuários finais estimulando parcerias, transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções aplicadas aos desafios climáticos contemporâneos.

Além disso, a CPAM 2027 buscará fortalecer a integração com organismos nacionais e internacionais ligados à meteorologia, ao clima e à gestão de desastres, destacando a importância da cooperação institucional com o CVEM e a Organização Meteorológica Mundial. A participação e referência a essas instituições reforçam o alinhamento do evento às diretrizes internacionais de monitoramento climático, redução de riscos de desastres e fortalecimento da capacidade operacional dos serviços meteorológicos e ambientais.

A CPAM 2027 também trará novas frentes de discussão institucional, com destaque para o papel da Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia (CMCH), órgão colegiado brasileiro, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por articular ações entre instituições do instituições governamentais, centros meteorológicos, serviços operacionais e a comunidade científica. 

 

Em resumo, propomos sessões especiais votladas à estes debates estratégicos. Além disso, pesquisadores das Ciências Atmosféricas e da Terra podem propor e organizar workshops no âmbito do evento visando compartilhar avanços científicos, apresentar novas tecnologias e promover a colaboração entre especialistas na área.

 

Dessa forma, a CPAM 2027 se consolida como uma plataforma estratégica de integração entre ciência, operação, inovação, educação e sociedade. Ao reunir instituições públicas, universidades, centros de pesquisa, serviços meteorológicos, setor privado, organismos internacionais e estudantes, o evento contribuirá para fortalecer a meteorologia como área essencial ao desenvolvimento sustentável, à segurança da população, à resiliência climática e à tomada de decisão em setores estratégicos para o Brasil e para as Américas.

bg10.jpg

Ações de educação, popularização e divulgação científica para diferentes tipos de públicos

O plano de divulgação e capacitação do evento será estruturado por meio de ações educacionais voltadas tanto ao público participante quanto aos professores da rede pública de ensino. Como etapa preparatória para o evento, serão disponibilizadas às escolas previamente inscritas uma série de videoaulas abordando temas relacionados às mudanças climáticas, com foco no aperfeiçoamento pedagógico e na atualização de conhecimentos dos docentes.

Durante a programação presencial, serão oferecidos minicursos gratuitos direcionados à formação de professores do ensino fundamental e médio, abordando novos conceitos e aplicações da meteorologia no ambiente escolar. Também será realizada uma atividade prática de construção de instrumentos meteorológicos, promovendo a integração entre teoria e prática no ensino das ciências atmosféricas. Essa atividade contará com a participação de estudantes de pós-graduação como facilitadores, contribuindo simultaneamente para sua formação acadêmica e experiência em docência.

Entre as iniciativas voltadas à popularização da meteorologia e ao fortalecimento da comunicação científica, destaca-se ainda o minicurso de Comunicação Meteorológica Eficiente, destinado a estudantes e profissionais da área. A atividade tem como objetivo aprimorar estratégias de comunicação de informações meteorológicas e climáticas para diferentes públicos, especialmente em contextos de eventos extremos e gestão de riscos.

As ações educacionais do evento incluirão também a realização do tradicional concurso de previsão do tempo, atividade já consolidada em encontros estudantis da região Sul do Brasil e reconhecida pela ampla participação dos estudantes. Nesta edição, o concurso será promovido em âmbito nacional pela primeira vez, incentivando a formação de equipes mistas e ampliando a integração entre participantes de diferentes instituições e regiões do país.

Outra ação de educação será novamente o concurso de nuvens e este terá duas categorias, uma dos estudantes de meteorologia e outra dos estudantes das escolas públicas participantes. Também ocorrerão visitas guiadas aos laboratórios do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), atividade essa com vagas limitadas.​

 

Durante todo o evento, a equipe de marketing irá realizar diversas entrevistas com especialistas da área em linguagem mais coloquial, com os temas discutidos durante o evento, que ficarão disponíveis no site do evento.

bg9.jpg

Público alvo

Estima-se a participação de aproximadamente 1.200 pessoas, incluindo:

 

  • pesquisadores nacionais e internacionais; 

  • representantes dos serviços meteorológicos e hidrológicos;

  • estudantes de cursos técnicos, graduação e pós-graduação em  Meteorologia, Ciências Atmosféricas e áreas afins;

  • representantes de empresas dos setores de tecnologia, instrumentação, sensoriamento remoto, energia, agricultura, seguros, infraestrutura, recursos hídricos e meio ambiente;; 

  • empresas de instrumentação meteorológica, plataformas digitais, modelagem numérica, inteligência artificial e ferramentas computacionais aplicadas ao setor meteorológico e ambiental;

  • representantes de institutos federais, centros operacionais, serviços meteorológicos e órgãos de monitoramento climático;

  • instituições de fomento, agências reguladoras e organismos governamentais;

  • representantes de ministérios, secretarias estaduais e secretarias municipais relacionados às áreas de Meio Ambiente, Agricultura, Ciência, Tecnologia e Inovação, Defesa Civil, Cidades, Integração e Desenvolvimento Regional, Energia, Turismo e demais setores estratégicos impactados pela meteorologia e pelos eventos climáticos extremos; 

  • representantes de órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil, proteção e resposta a desastres, gestão de riscos e adaptação a eventos extremos.

bottom of page